
Zumbi significa "grande chefe" no dialeto afro.
Em 20 de novembro de 1695, mataram Zumbi, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, representante da maior e mais importante comunidade de escravos fugidos das Américas, que tinha cerca de 30 mil pessoas. Por isso, hoje é celebrado, no Brasil, o Dia Nacional da Consciência Negra.
O grande líder do Quilombo dos Palmares nasceu em 1656, em Porto Calvo (Alagoas). Ainda pequeno, foi capturado por soldados e dado ao Padre Antônio de Melo, que o batizou de Francisco. Durante sua infância, aprendeu Latim, Astronomia, Matemática e História da Bíblia. Ele fugiu para o quilombo aos 15 anos de idade. Na época, Palmares era chefiada por seu tio, Ganga Zumba.
Em 1678, Ganga Zumba fez um acordo com o governo da Província de Pernambuco. As autoridades prometeram libertar todos os negros nascidos no quilombo e dar terras no vale do Curcaú (Pernambuco) se o quilombo fosse desfeito. Zumbi não concordou com os termos porque ele não contemplava os escravos fugidos, e resolveu permanecer no reduto. Ganga Zumba, que fugiu para Curcaú, acabou sendo assassinado. Zumbi então assumiu o comando de Palmares.
Foi capturado porque um de seus amigos de confiança dedurou às autoridades o local onde ele estava escondido. Morto, teve sua cabeça cortada e exposta em postes para mostrar aos negros o que acontecia com quem se rebelasse contra a escravidão.
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, destinada ao desenvolvimento da auto-estima da criança e da mulher negra, principais alvos do racismo. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, a discriminação por parte da polícia, a identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O Dia da Consciência Negra é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra, a qual se estende até o dia 30 do mês.
Desde Zumbi, muitos homens e mulheres lutaram e continuam lutando pela igualdade racial. Alguns tornaram a sua causa mundialmente conhecida, subiram em palanques, receberam prêmios, estamparam capas de jornais e revistas; outros, anônimos, permaneceram na multidão, gritando, fazendo passeatas, e não se calaram diante de toda a dor e humilhação que lhes foram causadas simplesmente pela cor da pele. Hoje, o cenário ainda não é o ideal, mas já é bem diferente.
O grande líder do Quilombo dos Palmares nasceu em 1656, em Porto Calvo (Alagoas). Ainda pequeno, foi capturado por soldados e dado ao Padre Antônio de Melo, que o batizou de Francisco. Durante sua infância, aprendeu Latim, Astronomia, Matemática e História da Bíblia. Ele fugiu para o quilombo aos 15 anos de idade. Na época, Palmares era chefiada por seu tio, Ganga Zumba.
Em 1678, Ganga Zumba fez um acordo com o governo da Província de Pernambuco. As autoridades prometeram libertar todos os negros nascidos no quilombo e dar terras no vale do Curcaú (Pernambuco) se o quilombo fosse desfeito. Zumbi não concordou com os termos porque ele não contemplava os escravos fugidos, e resolveu permanecer no reduto. Ganga Zumba, que fugiu para Curcaú, acabou sendo assassinado. Zumbi então assumiu o comando de Palmares.
Foi capturado porque um de seus amigos de confiança dedurou às autoridades o local onde ele estava escondido. Morto, teve sua cabeça cortada e exposta em postes para mostrar aos negros o que acontecia com quem se rebelasse contra a escravidão.
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, destinada ao desenvolvimento da auto-estima da criança e da mulher negra, principais alvos do racismo. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, a discriminação por parte da polícia, a identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O Dia da Consciência Negra é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra, a qual se estende até o dia 30 do mês.
Desde Zumbi, muitos homens e mulheres lutaram e continuam lutando pela igualdade racial. Alguns tornaram a sua causa mundialmente conhecida, subiram em palanques, receberam prêmios, estamparam capas de jornais e revistas; outros, anônimos, permaneceram na multidão, gritando, fazendo passeatas, e não se calaram diante de toda a dor e humilhação que lhes foram causadas simplesmente pela cor da pele. Hoje, o cenário ainda não é o ideal, mas já é bem diferente.
















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